Uso de softwares para pacientes com distrofia muscular de Duchenne

ESTUDO DO USO DE SOFTWARES E RECURSOS DE ACESSO AO
COMPUTADOR PARA PACIENTES COM DISTROFIA MUSCULAR
DE DUCHENNE

PAULO ROGERIO OLIVEIRA1
PEDRO HENRIQUE TAVARES QUEIROZ DE ALMEIDA2
SILVIA NAKAZUNE3
ANA LÚCIA LANGER4
DIEGO ROGÉRIO RAMOS5
CINDIA PEREIRA DOS SANTOS6
ADRIANA NATHALIE KLEIN7

RESUMO
O objetivo deste estudo foi verificar a aplicabilidade de softwares e periféricos de
acesso ao computador para pacientes com distrofia muscular de Duchenne
(DMD). Foram avaliados 11 pacientes com diagnóstico de DMD com queixas
funcionais para uso do computador. A primeira etapa foi a seleção dos softwares
e periféricos com base nas características físicas dos membros superiores
desses pacientes e também na condição de baixo custo desses programas. Na
segunda etapa aplicaram-se os softwares selecionados aos sujeitos, com
avaliação por meio de teste de destreza e mensuração da satisfação do paciente,
considerando a escala Likert – de 0 a 100%, durante quatro semanas.
Por fim foram levantados dados referentes à média de tempo semanal que o
paciente utilizava computador. Sete pacientes com DMD que finalizaram o estudo
utilizavam o computador por meio do sistema de teclado virtual (TV) do Windows
há pelo menos dois anos, todos utilizavam cadeira de rodas com sistema de
adequação postural e apresentavam significativo comprometimento físico e
funcional dos membros superiores, com média de força em membro dominante
de 0,4kg/f. Foram selecionados três softwares para acesso ao computador e um
joystick de jogos eletrônicos. Não foi encontrada, neste trabalho, correlação entre
satisfação e destreza nos softwares testados, contudo demonstrou-se que os
recursos avaliados possuem potencial de aplicabilidade para este perfil
populacional.
Palavras-chave: distrofia muscular de Duchenne; tecnologia; reabilitação; terapia
ocupacional.
_________
1 Graduado em terapia ocupacional da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Trabalho realizado durante estágio curricular na
Associação Brasileira de Distrofia Muscular (Abdim).
2 Terapeuta Ocupacional especializando em terapia de mão pela UFSCar. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional
da UFSCar.
3 Terapeuta ocupacional especialista em reabilitação física pela UNIFESP.
4 Médica, diretora clinica da Associação Brasileira de Distrofia Muscular.
5 Estagiário do setor de Pedagogia da Associação Brasileira de Distrofia Muscular.
6 Graduanda em Enfermagem da UFSCar.
7 Terapeuta ocupacional, Mestranda em Ensino em Ciências da Saúde pela UNIFESP. E-mail: adriana.tocupacional@abdim.org.br.
Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, São Carlos, Mai/Ago 2010, v. 18, n.2, p. 139-148

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